Assim que assumiu a direção da PEL 2, em maio, Reginaldo Peixoto, conversou com os presos e agentes e estabeleceu um cronograma para restabelecer os serviços. "Esse diálogo foi fundamental para que pudéssemos retomar o clima de tranquilidade aqui dentro. Hoje, não temos nenhum caso de indisciplina grave, a não ser os casos normais dentro de um estabelecimento penal", conta.
Dos itens previstos no plano de trabalho, já conseguiu normalizar as visitas, a entrada das sacolas com alimentos e outros benefícios garantidos em lei. "O que o preso fez lá fora não nos interessa. Aqui dentro ele vai ter todos os direitos garantidos e vai ser tratado com respeito. A única certeza que temos é que um dia ele vai sair. Então queremos entregar uma pessoa melhor à sociedade, não um torturado, como defende erroneamente parte da sociedade", defende.
Paulo Magno Leite, coordenador da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Londrina, avalia que o grande mérito de Peixoto foi ter conseguido o respeito dos detentos e dos agentes. "Existia um clima muito complicado, com denúncias de abusos de agentes e de ameaças por parte de presos. De uns meses para cá, percebemos que essa relação se tornou muito mais saudável", compara.(C.F.)

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