Trânsito sofre mudanças em Maringá
Marcos Zanatta
De Maringá
A grande frota de veículos, a circulação de moradores da região e projetos para a melhoria de fluxo estão transformando o trânsito de Maringá. Nos últimos dois anos, as largas avenidas da cidade começaram a apresentar problemas de saturação, segundo a Secretaria de Transportes, ocasionados principalmente pelo crescimento da frota. Dados do Detran registram mais de 110 mil veículos emplacados em Maringá, uma média de um para cada 2,6 habitantes, a segunda do Estado, atrás apenas de Curitiba. Na Capital, são 2,4 habitantes para cada veículo.
Outro agravante são os milhares de moradores de toda região Noroeste que por algum motivo dependem de Maringá ou mesmo a frota de veículos oficial do Estado e de proprietários que não transferem o emplacamento. Pelo menos 30% dos veículos que circulam diariamente por Maringá são de outras cidades, estima o secretário de Transportes, José Henrique de Camargo. A região de abrangência econômica de Maringá tem 120 municípios e mais de um milhão de habitantes. Mas a prefeitura tem se esforçado para prevenir os problemas.
A primeira medida, adotada há pelo menos cinco anos, foi de melhorar a sinalização. Mesmo nas ruas mais domésticas, onde o trânsito é formado por carros pequenos de moradores, a prefeitura tem garantido uma sinalização eficiente. Na mesma época, começaram a ser instalados os semáforos de ciclovisual. A grande revolução, no entanto, ainda está acontecendo. A partir do início deste ano, a Secretaria de Transportes passou a investir pesado em projetos de melhoria no trânsito urbano.
Nos portões das escolas foram instaladas faixas para chegada e saída de estudantes, sem atrapalhar o trânsito na via. No quadrilátero central foi proibida a conversão à esquerda e as vias rápidas ganharam radares. Além disso, até o final do ano os semáforos das principais avenidas serão monitorados por uma central.
A Central de Tráfego em Área (CTA) vai monitorar os semáforos em quase 60 cruzamentos do quadrilátero central. Monitores, instalados no meio da quadra, vão contar os veículos e mudar o tempo de verde e vermelho dos semáforos conforme o movimento. O sistema é informatizado e vai evitar a formação de congestionamentos, prevê Camargo.
Uma contagem realizada nos principais cruzamentos, para alimentar os dados na central, mostrou o grande fluxo de veículos em algumas áreas. Segundo Camargo, no cruzamento das avenidas Colombo e São Paulo, das 6 às 22 horas, a média é de 56 mil veículos. É metade da frota da cidade, compara.
Os pardais, radares instalados nas vias rápidas há dois meses, também têm mostrado resultados. Camargo revela que a velocidade máxima flagrada, que no início de operação dos radares chegava a 112 quilômetros por hora, já está em 94 quilômetros horários. Sem atrapalhar em nada o fluxo de veículos, ressalta.
A contagem feita por estudantes durante os últimos dois meses, mostrou também os pontos negros do trânsito de Maringá. São sete locais, que estão merecendo atenção especial dentro dos projetos da secretaria. O CTA vai também permitir que os semáforos sejam sincronizados.
A onda verde, como é chamada a sincronização, já foi tentada mas não deu resultado por causa de alguns detalhes que estão sendo revistos. A central vai agilizar o trânsito priorizando as vias de maior movimento, sem com isso aumentar a velocidade média dos veículos, calcula o secretário. Ele destaca ainda que outras medidas, que devem ser implantada até o primeiro semestre do próximo ano, vão contribuir para melhorar o tráfego urbano.
A primeira será a saída do terminal de transporte coletivo urbano da Avenida Tamandaré e a segunda a conclusão do túnel ferroviária, acabando com o cruzamento da linha férrea em nível em seis avenidas de grande movimento.





