Trânsito sob viaduto da PR-445 é liberado
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quinta-feira, 01 de setembro de 2016
Vítor Ogawa<br>Reportagem Local 

O trânsito sob o viaduto da PR-445 (Rodovia Celso Garcia Cid) com a rotatória da Avenida Dez de Dezembro (zona sul), que estava interditado desde fevereiro deste ano, foi liberado na manhã de ontem. As manilhas de concreto que impediam a passagem de veículos foram retiradas e os semáforos que estavam apenas com o sinal amarelo piscando passaram a operar normalmente.
O superintendente da Regional Norte do Departamento de Estradas e Rodagens (DER-PR), Sérgio Selvatici, ressaltou que o tráfego foi liberado somente sob o viaduto e não sobre ele. Ele afirmou que a rotatória já estava pronta, mas a liberação demorou em função do semáforo estar inoperante e a falta de uma opção de travessia para pedestres.
Pelo acordo, o Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul) fez dois projetos, um de travessia e outro de semaforização para a adequação do local. "A rotatória até estava pronta, mas o que demorou para chegar foi o controlador dos semáforos e isso atrasou a liberação do fluxo de veículos. Foram mais de 60 dias de espera. A construtora Sanches Tripoloni (vencedora da licitação de duplicação do trecho) fez a doação do controlador de semáforos e o DER ficou responsável pela construção das calçadas e guarda-corpos", explica.
Sobre a manutenção da interdição sobre o viaduto, Selvatici ressaltou que um laudo preliminar realizado pelo professor Eduardo DellAvanzi, da Universidade Federal do Paraná, apontou que não existe instabilidade dos muros e que não há risco do viaduto cair. "Ele apontou no relatório que as normas de engenharia existentes não estão sendo atingidas pela edificação e propôs que isso seja feito. O relatório preliminar aponta que o solo no local é colapsível, mas ele já cedeu o que tinha que ceder", garante.
Questionado sobre quais as razões da obra ter sido edificada fora das normas estabelecidas há tempos, o superintendente do DER afirmou que não iria se alongar nessa parte, porque não era o superintendente na época e não estava presente quando isso aconteceu.
A reportagem tentou entrar em contato com o professor DellAvanzi, mas ele declarou que está impedido, por contrato, de comentar sobre o laudo.
A obra que deveria ficar pronta em 2014, prevê a duplicação de quase 17 km, entre o distrito de Maravilha e o viaduto da BR-369, na entrada de Cambé. Mas a falta de recursos para a condução das obras e o surgimento de fissuras e trincas atrasaram o cronograma. Logo, o orçamento da obra saltou de R$ 104 milhões para R$ 137 milhões em função das alterações no projeto e dos problemas detectados na obra. A pedido do promotor Paulo Tavares, o juiz Oswaldo Taque, determinou a interdição da obra no dia 9 de fevereiro deste ano, depois que engenheiros do Clube de Engenharia e Arquitetura de Londrina fizeram uma perícia e detectaram que as obras não estavam sendo realizadas de acordo com os padrões indicados para uma obra de tal porte. No mesmo dia foi interditada a obra do viaduto da PR-445 na altura da Avenida Waldemar Spranger, também localizada na zona sul, com problemas semelhantes. Na época a construtora e o DER alegaram que os problemas teriam surgido em função do excesso de chuvas.
Outro trecho, localizado no Jardim Novo Bandeirantes, em Cambé, também chegou a ser interditado em 2014. O asfalto estava cedendo e colocava em risco a passagem dos carros e logo foi consertado.


