Trânsito mata 5 por dia no Paraná
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 15 de novembro de 2013
Rubens Chueire Jr.<br>Reportagem Local 
Curitiba - O Paraná registrou queda de 19% na quantidade de mortes no trânsito em relação ao ano passado. Foram 1.526 vítimas fatais nas vias urbanas e rodovias estaduais e federais de janeiro a setembro deste ano, contra 1.880 no mesmo período do ano passado. Os dados, divulgados ontem, foram levantados pela Coordenadoria de Análise e Planejamento Estratégico (Cape) da Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp).
Apesar da diminuição, estes dados representam que cinco pessoas morreram por dia no trânsito paranaense nos nove primeiros meses do ano. A cidade com o maior número de mortes é Curitiba, com 142 casos. No ano passado a capital somou 182 mortes, uma queda de 22%, mas que ainda a coloca em primeiro no ranking de homicídios culposos de trânsito.
Em seguida aparece Londrina, com 72 óbitos, 25 a menos do que os nove primeiros meses de 2012 (97), com uma redução de 25,7%. Ponta Grossa aparece em terceiro lugar, com 71 mortes no trânsito, três a menos do que o ano passado (74) e com uma queda de 4%.
A redução de mortes foi registrada em 19 das 23 Áreas Integradas de Segurança Pública (Aisp). Os índices mais significativos ocorreram na 5ª Aisp, em São Mateus do Sul, com queda de 59%; na 8ª Aisp, em Laranjeiras do Sul, com redução de 53%; e na 6ª Aisp, em União da Vitória, com diminuição de 51% nas ocorrências. Por outro lado, em quatro regiões houve um aumento no total de vítimas fatais: na 16ª Aisp (56%), em Paranavaí; na 15ª Aisp (55%), em Umuarama; na 4ª Aisp (6%), em Ponta Grossa; e na 18ª Aisp (36%), em Apucarana.
Entre as Aisps, em números absolutos, a região de Ponta Grossa (4ª) é a que mais registrou mortes no trânsito, ultrapassando Curitiba (1ª). Foram 167 vítimas fatais até setembro deste ano, contra 142 na capital. No ano anterior Ponta Grossa registrou 167, enquanto 182 pessoas morreram no trânsito de Curitiba.
Na 20ª Aisp, que abrange Londrina, Cambé, Ibiporã e Tamarana, o total de vítimas fatais caiu de 134 para 87, uma redução de 35%.
Imprudência
"Uma morte já significa muito. O trânsito é feito para se deslocar e não para tirar a vida de ninguém. Por isso o comportamento dos motoristas reflete nestes dados, ou seja, ainda ocorre muita imprudência nas vias e estradas do Paraná. E é algo que poderia ser evitado com mais conscientização", ressaltou a coordenadora do Núcleo de Psicologia do Trânsito da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Iara Thielen.
Ela destaca ainda que muitos motoristas acreditam que dão conta de fazer uma série de ações e, ao mesmo tempo, dirigir, o que ocasiona diversos acidentes. "Qualquer descuido, seja falando no celular ou mexendo no rádio, pode ocasionar uma batida. E se o motorista estiver numa velocidade considerável, o risco de ocasionar uma morte aumenta", completou a professora.
Fiscalização
De acordo com o major Maurício Cesar de Moraes, subcomandante do Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRv) da Polícia Militar, as operações realizadas em trechos rodoviários que concentravam o maior número de acidentes foi importante para conseguir reduzir a quantidade de vítimas fatais. Além disso, ele destaca que para reduzir ainda mais esse tipo de ocorrência, que ainda é elevado, as blitze para coibir a imprudência e a ingestão de bebidas alcoólicas por motoristas também tiveram resultados positivos. "O trabalho preventivo está sendo feito e a fiscalização é intensa, mas também cabe aos motoristas dirigir com cuidado, respeitando as leis de trânsito", afirmou.


