São Paulo, 02 (AE) - O retorno do rodízio municipal de veículos, suspenso desde o dia 1.º de julho, comprovou hoje que ele é necessário inclusive nos meses de férias escolares. "Pelos dados coletados no período da manhã, ficou demonstrado que a fluidez do tráfego esteve melhor do que durante o mês de julho", constatou o engenheiro Luis Carlos Santos Cunha, diretor de operações da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). "A média de lentidão durante o mês passado esteve em 65 km, enquanto que hoje o pico máximo chegou a 50 km", disse.
O sistema reduz tanto a extensão dos congestionamento que a maioria dos motoristas colaboram não saindo às ruas durante os chamados horários de pico, como das 7 às 10 e das 17 às 20 horas, conforme a numeração final das placas de seus veículos. "A prova está no fato que 92% dos motoristas obedeceram a proibição, conforme contagem realizada na manhã de hoje", afirmou Cunha. Esse índice é o mesmo do primeiro semestre, quando oscilou entre 91% a 92% de obediência a legislação.
O diretor de operações da CET acredita que a boa aceitação do rodízio municipal se deve também ao fato de ele ser restrito ao centro expandido da cidade e não em todo o município e ficar em vigor apenas durante os horários de maior movimento, ao contrário do acontecia com o rodízio estadual que vigorava em toda a Grande São Paulo e durante todo o dia. A circulação de automóveis é restrita apenas na área delimitada pelas avenidas Tancredo Neves, das Juntas Provisórias, Anhaia Melo, Salim Farah Maluf, Marginais do Tietê e Pinheiros, Bandeirantes e Túnel Maria Maluf.

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