São Paulo, 9 (AE) - A paralisação de 48 horas dos metroviários em São Paulo está prejudicando o transporte de 2,3 milhões de pessoas. Nas zonas leste e norte, há confusão no trânsito, pois os terminais do Metrô estão fechados. Não há a obediência a lei de se ter pelo menos 30% dos serviços do Metrô em operação. Ao contrário, todas as estações estão fechadas. Os metroviários paralisaram suas atividades cobrando participação nos resultados da Companhia do Metrô. Não querem a participação nos lucros, pois alegam que os resultados da empresa são elevados, com grande produtividade. Segundo eles, as negociações estão sendo realizadas há mais de três meses e não houve avanço, por isso decidiram pela greve.
Companhias de ônibus nas zonas Leste e Norte ampliaram o número de ônibus e os perueiros estão aproveitando, com os clandestinos - isto é, os que trabalham sem autorização da Prefeitura de São Paulo, trafegando livremente, sem fiscalização. O sistema de rodizio de carros de São Paulo também foi liberado hoje, emergencialmente. Os metroviários deverão avaliar a greve às 18h30. Podem decidir a volta antes.
Zona sul - Na zona Sul da cidade de São Paulo, a situação ainda é mais díficil, pois além da greve do Metrô, há também a paralisação de funcionários de duas companhias de ônibus. Os motoristas não receberam a primeira parcela do 13. salário, e prosseguem a greve iniciada há dois dias. Isso complica o trânsito, com um acumulo de perueiros nas ruas e avenidas.
Há confusão no trânsito também na Avenida Paulista, com trânsito muito complicado. A Companhia de Engenharia do Tráfego (CET), também liberou os corredores especiais de tráfego da Avenida Radial Leste. A zona azul - estacionamento para veículos em São Paulo- também foi liberado pela Prefeitura. Para complicar aind mais o trânsito nesta quinta-feira, na Marginal do Rio Tietê, uma colisão entre dois caminhões, nas proximidades do estádio Osvaldo Teixeira Duarte, da Portuguesa, praticamente interrompe o tráfego na direção do bairro da Lapa.

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