São Paulo, 07 (AE) - O setor de transformação de plásticos já tem data marcada para reverter o déficit comercial que no ano passado foi estimado em US$ 750 milhões. "Conforme estudos e projeções que fizemos, poderemos reverter o déficit até 2004, o que inclui não só o aumento das exportações, mas também a substituição das importações", calcula o presidente da Associação Brasileira da Indústria do Plástico, Merheg Cachum. O último superávit obtido pelo setor foi em 1993, no valor de US$ 109 milhões.
Foi esse assunto que reuniu, hoje, o presidente da Abiplast e o embaixador do Brasil nos Estados Unidos, Rubens Barbosa, em São Paulo. O governo se dispõe a intermediar relações entre importadores americanos e produtores brasileiros, mas não promete facilidades como redução de tarifa para importação de resinas termoplásticas e financiamento de exportações, adianta Merheg Cachum.
A Abiplast garante que os três pólos petroquímicos brasileiros têm matéria-prima suficiente para abastecer a transformação de plásticos. Tem ainda a opção de exportar manufaturados por matérias-primas, sem taxas (draw-back). Tal dinâmica já é colocada em prática com a França, por exemplo, e poderá se expandir a outros países produtores de resinas, como os que compõem os Emirados árabes.
"Vamos vender o que os outros necessitam lá fora. Há empresas no Brasil exportando, então temos que seguir a receita delas", observa Cachum. A partir de 16 de janeiro, os empresários brasileiros interessados em novidades que podem ser desenvolvidas no Brasil e em saber o que os mercados de todo o mundo estão precisando terão uma amostra na feira anual de utilidades domésticas de Chicago. O evento reúne expositores de todo o mundo, e a indústria brasileira também mostrará seus produtos.
"Essa feira abre as portas para o mercado americano e para todo o mundo", diz Merheg Cachum que, otimista, aposta que o déficit comercial dos plásticos será superado ainda antes de 2004. E as barreiras americanas? "Desconheço isso, no setor de plástico", afirma. Há barreiras para sapatos e tecidos, por exemplo. Os não -tecidos feitos de polipropileno são amplamente utilizados na produção de roupas e sapatos, assim como o PVC e borrachas sintéticas dão forma aos solados. Merheg afirma que os componentes, separadamente, podem entrar nos EUA.

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