Transferido suspeito de crime em Caiobá
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
Diego Ribeiro<BR> Equipe da Folha 
Curitiba - O suspeito de ter matado Osíris Del Corso, 22 anos, e violentado sua namorada, a jovem M.P., 23, no Morro do Boi, em Caiobá (Litoral), no dia 31 de janeiro, foi transferido ontem para o Centro de Operações Policiais Especiais (Cope).
Depois de sentir dores abdominais, o suspeito foi levado para o Hospital Nossa Senhora dos Navegantes, em Matinhos (Litoral), onde foi atendido na manhã de ontem. Logo após voltar para a delegacia, o rapaz foi transferido para o Cope por motivos de segurança.
A polícia não divulgou nenhuma informação sobre o caso, ontem. Um dos delegados, que está na investigação, negou que a suspeita sobre o detido havia sido descartada.
A hipótese foi levantada após o irmão do detido informar que ele teria como provar com diversas testemunhas que estaria em Pontal do Paraná, no momento do crime. De acordo com o delegado, testemunhas foram ouvidas ainda ontem, mas o conteúdo dos depoimentos não foi revelado.
O irmão do suspeito é um policial civil de Curitiba. Para ele, o irmão é inocente e não teria condições físicas para cometer este crime. Segundo ele, o rapaz tem hepatite c, estaria há dez anos debilitado e a doença já teria evoluído para cirrose. O policial ainda alega que o seu irmão foi até a Delegacia de Matinhos, se apresentou espontaneamente na sexta-feira e colaborou com a polícia em todos os momentos.
O suspeito foi detido por força de uma prisão temporária de 30 dias. Enquanto está no Cope, a polícia tenta conseguir uma vaga para ele no Centro de Triagem 2, em Piraquara (Região Metropolitana de Curitiba).
Ainda não ficou pronto o resultado do exame de DNA que será confrontado com o material encontrado na camiseta, que foi apreendida pela polícia, próximo à trilha que leva a Praia dos Amores, no Morro do Boi.
A jovem M.P. reconheceu o suspeito por meio de fotos e vídeos. Ela identificou inclusive a voz do homem que seria seu agressor. A polícia ainda não se manifestou por não ter provas suficientes para acusar o suspeito.


