Transferência para prisão seria feita ontem à noite
O diretor do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), delegado Mário Antônio Pereira Novaes de Paula Santos, disse que o jornalista Antônio Marcos Pimenta Neves deveria ir para a prisão ainda ontem. Ele ficará detido em uma cela do DHPP. A decisão foi tomada pela juíza Eduarda Maria Romeiro Côrrea, da 1ª Vara Criminal de Ibiúna.
Segundo Santos, tão logo o delegado titular que presidiu
o inquérito, Marcelo Damas, tomou conhecimento do laudo médico que indicava a transferência do jornalista do Hospital Albert Einstein para uma cínica particular, em São Paulo, a juíza foi comunicada e autorizou verbalmente a remoção. Nada foi feito sem o conhecimento da juíza, disse Santos.
Mais tarde a íntegra do laudo médico foi passada por fax
para a juíza, que entrou em contato com o Ministério Público. A juíza voltou atrás na decisão de permitir que Pimenta Neves ficasse internado sob custódia na clínica particular.
O jornalista deveria deixar a clínica e seria encaminhado
a uma unidade do Instituto Médico-Legal (IML) para exame de corpo delito, o que é obrigatório por lei. Depois do exame, ele seria encaminhado para o prédio do DHPP, no centro de São Paulo. (A.E)





