Transferência de alunos irrita pais
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sexta-feira, 25 de novembro de 2011
Vítor Ogawa <br> <br> Reportagem Local 
Londrina - A transferência de alunos para escolas de outros bairros tem irritado os pais que alegam que as instituições de ensino escolhidas são distantes em relação às que seus filhos estudam este ano. As mudanças estão afetando alunos da Escola Municipal Cláudia Rizzi, localizada no Jardim Parati (Zona Norte) que também acolherá alunos oriundos do Residencial Vista Bela (Zona Norte), uma vez que o local ainda não possui uma escola municipal.
O problema apontado pelos pais é que crianças que moram ao lado da escola serão obrigadas a frequentar estabelecimentos de ensino que ficam de 20 a 30 minutos de caminhada do local onde residem, na EM Juliano Stinghen, no Conjunto Parigot de Souza (Zona Norte).
A situação gerou comoção durante uma reunião realizada na tarde de ontem entre o Conselho Tutelar, pais e a Secretária de Educação, Karin Sabec. Ingrid Dayane da Silva verteu lágrimas de indignação por não se ter uma resposta positiva de garantia de vaga na escola Cláudia Rizzi. Ela explica que teria que levar e buscar sua filha, mas como o deslocamento entre a escola e o trabalho demora cerca de uma hora, ficaria inviável conduzir sua filha Yasmin Vitória, de 5 anos, para a escola e continuar trabalhando.
Para Geny Gonçalves, 49, a situação é ainda pior. O georreferenciamento transferiu sua neta Emely Vitória, 6, para uma escola na Vila Brasil (Área Central). ''Neste ano eu dormi na fila para conseguir uma vaga. Será que terei de fazer isso de novo? Essa situação faz a gente pensar em tirar a criança da escola!'', desabafou.
A secretária Karin Sabec explica que as escolas são determinadas por um sistema de georreferenciamento baseado na conta de luz e que em alguns casos o computador não conseguiu realizar a leitura correta do código e eles foram lançados com o número 000 e encaminhados para uma escola na Vila Brasil.
''Foram seis erros em um universo de 35 mil alunos. Então é um número pequeno diante do universo de alunos que temos'', argumentou. Ela garantiu que esse problema será solucionado logo após a realização das matrículas.
No caso dos alunos em que o georreferenciamento apontou para uma escola mais distante, a secretária explicou que o importante é que os pais garantam a matrícula para depois tentar um remanejamento.


