Curitiba- Famílias integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), que ocupavam a fazenda São Francisco II, em Ponta Grossa, desde o dia 6, deixaram o local pacificamente, ontem de manhã. A Polícia Militar cumpriu a ordem de reintegração de posse, de acordo com ordem judicial emitida no dia 10. Apenas 45 integrantes do movimento estavam na fazenda na hora da reintegração. Eles desmontaram os 13 barracos que tinham sido construídos na área, mas ainda não sabiam para onde iriam após a desocupação.
A reintegração de posse começou por volta de 9 horas, depois de uma rápida reunião entre PM, oficial de justiça e os sem-terra. Apesar do temor de que pudesse haver algum conflito na saída dos ocupantes, a ação foi tranquila. A imprensa estava presente, mas não foi autorizada a entrar na propriedade, acompanhando toda a ação de longe.
Esta foi a terceira vez que o movimento ocupou a fazenda São Francisco II. A posse da área é disputada pelo tenente-coronel reformado Waldir Copetti Neves e pela Empresa Brasileira de Pesquisas Agropecuárias (Embrapa), que anteriormente detinha a propriedade da terra e que a teria cedido para uso do Iapar. O direito sobre a área será restabelecido oficialmente por meio de decisão da Justiça Federal, que aguarda a conclusão do georreferenciamento do terreno, que está sendo concluído pelo Instituto de Colonização e Reforma Agrária (Incra).
Os integrantes do MST chegaram a afirmar, anteriormente, que voltariam para a área, caso fossem retirados. Para evitar nova ocupação, a PM manteria uma equipe no local por 24 horas.
Copetti Neves foi condenado em dezembro passado pela Justiça Federal a cumprir pena em regime fechado por 18 anos e 8 meses, sob acusação de sob acusação de tráfico internacional de armas e formação de quadrilha, entre outros crimes. Ele foi denunciado por formar milícias armadas para proteger fazendeiros contra invasões de terra na região. O acusado recorre em liberdade.

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