TRAGÉDIA Mortos no Rio já chegam a 60
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sábado, 29 de dezembro de 2001
Agência Estado 
Rio de Janeiro- O número de vítimas em decorrência das chuvas no Estado do Rio subiu ontem para 60, depois que quatro corpos foram encontrados sob o lamaçal em Petrópolis, na região serrana - onde 45 pessoas morreram. Um bebê continua desaparecido e está sendo procurado por uma equipe do Corpo de Bombeiros. A chuva, que cessou nos últimos dias na maior parte do território fluminense, poderá voltar a partir de 1º de janeiro, quando a frente fria que permanece no Rio se intensificar, conforme prevê o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
Os corpos encontrados ontem em Petrópolis estavam nas duas localidades mais afetadas pelo temporal, Vila Felipe e Quitandinha - bairro onde as buscas estão concentradas. A criança ainda não localizada tem dois meses e há poucas chances de encontrá-la com vida. Muitas pessoas que constavam da lista de desaparecidos foram localizadas hoje nos abrigos improvisados pelo município. Quase 800 petropolitanos perderam suas casas. O trabalho da prefeitura agora está voltado para a limpeza e reconstrução da cidade imperial - foram abertas frentes de trabalho com mil vagas.
Pelo menos 500 pessoas passaram ontem pela escola estadual, onde estão centralizadas as ações de amparo aos desabrigados em Caxias. Roupas, sapatos e alimentos não param de chegar. O trabalho de coleta e distribuição é feito por voluntários. ''Todo mundo que chega aqui é atendido. Chegou com fome, entra e come. Não há como filtrar as pessoas da fila. Às vezes o cara não está desabrigado, mas está desempregado'', disse o presidente da Associação de Moradores do bairro de Jardim Leal, Jérson Mascarenhas, que coordena a ação. ''Isso aqui é resultado da ação da sociedade. Esperamos que os governos federal, estadual e municipal se entendam.''
De acordo com os meteorologistas, o tempo deverá ficar nublado de hoje a segunda-feira, com possibilidade de fortes pancadas de chuva. Na semana que vem, as regiões serrana, do Vale do Paraíba, Metropolitana e o litoral sul serão as que mais sentirão os efeitos da frente fria que está no Rio e também em São Paulo. A tendência, informa o Inmet, é que o sistema frontal - que provocou o temporal que castigou o Estado no Natal - volte a ganhar força.


