Tragédia gerou onda de solidariedade
Piraí do Sul - Para salvar as vítimas que ainda estavam presas no ônibus, muitos condutores que passavam pelo local resolveram ajudar. Eles também levaram os passageiros que tinham ferimentos leves para os hospitais.
O secretário de Informática da Prefeitura de Piraí do Sul, Silvio Palmieri, também esteve no local para dar notícias aos amigos que moram em Belém (PA). ''Eles estão ansiosos por informações, pois são muitos estudantes, de diferentes instituições de ensino. Eles estão toda hora me cobrando via Facebook e Twitter, pois a notícia deixou muitas famílias desesperadas'', comentou.
A dona de casa Priscila Tonon, moradora de Piraí do Sul, foi ao hospital prestar solidariedade. ''Não conheço ninguém, mas sei que eles iam precisar de roupas de frio. Fiz uma limpa no guarda-roupa e vim doar. Consegui 20 peças. Espero que ajude'', comentou.
De acordo com a secretária municipal de Assistência Social, Daniella Fankin Bet, os sobreviventes estavam muito abalados e com bastante frio. ''Eles não estão acostumados com esse frio. Além disso, queriam conversar com as famílias, no Pará''.
Diversas pessoas se aglomeravam em frente a sede da empresa Fantasy Turismo, em Belém, na tarde de ontem. Todas em busca de informações sobre o acidente. O funcionário Maurício de Souza, da empresa de segurança e monitoramento Max Force, que fica próxima à Fantasy Turismo, relatou que ao longo do dia a movimentação foi grande, principalmente de repórteres em busca de informações sobre o caso.
''Eu vi que ali em frente estão as equipes e carros de reportagens das principais emissoras da cidade, mas não sei se entre todas aquelas pessoas existem parentes em busca de informações das vítimas que viajaram na excursão'', observou.
Segundo o Instituto Médico Legal de Belém do Pará, a busca pelos nomes das vítimas foi intensa desde que os parentes ficaram sabendo do acidente. O IML de Belém estabeleceu contato com o IML de Ponta Grossa para ficar atualizado sobre o nome das vítimas, mas emitiu uma nota que não divulgaria nenhuma lista com os nomes até que os parentes reconhecessem as vítimas.
Até o final da tarde de ontem nenhum corpo havia sido reconhecido no IML de Ponta Grossa. Segundo o auxiliar de necrópsia Jorge Pinto Barbosa, três dos dez corpos estavam com documentos no bolso, mas como ainda não foram reconhecidos por ninguém eles aguardam a identificação para poder divulgar os nomes. Barbosa divulgou apenas que lá estão os corpos de seis homens e quatro mulheres. ''Nós estamos aguardando a presença do dono da empresa para ajudar na identificação das pessoas'', explicou.
A estudante Laíse Maciel Barros contou à reportagem que conhece duas pessoas que estavam na excursão. ''Eu tenho dois amigos, o Victor e o Válber, que estavam naquele ônibus. Eu estou tentando ligar para o telefone deles, mas só está caindo na caixa de mensagens. Eu não sei como está a situação. Está havendo um conflito de informações que está deixando a gente apreensiva'', relatou.
Laércio de Souza Silva contou que vai tentar embarcar hoje para o Paraná para acompanhar o irmão José Correia da Silva Junior, uma das vítimas do acidente com o ônibus entre Piraí do Sul e Ventania. Ele conseguiu conversar com o irmão, que contou que teve um dos braços quebrados no acidente. ''Ele não falou se bateu outra parte do corpo ou não, mas eu só vou constatar quando ver pessoalmente o estado de saúde dele'', afirmou.(M.O. e V.O.)





