Tragédia familiar reforça oposição
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terça-feira, 23 de agosto de 2005
Betânia Rodrigues<br>Reportagem Local 
A morte trágica de um filho reforçou a oposição da família Paiva ao uso de armas de fogo. Em 19 de novembro do ano passado, Bruno Eduardo Lourenço de Paiva, 14 anos, matou acidentalmente o irmão Pepê (Pedro Paulo Lourenço de Paiva) de 12 anos, dentro de casa. Segundo a mãe, Solange Lourenço de Paiva, o filho mais velho guardava a arma para um colega sem o conhecimento dos pais. ''Sempre fomos contrários à violência. Somos evangélicos. Para mim, revólver somente pode ser usado por autoridades e, mesmo assim, com restrições'', opinou.
Pepê morreu com um tiro na cabeça, poucos minutos após conhecer um revólver de perto. Solange estava trabalhando e a primeira notícia foi que o filho havia se ferido com um copo. Ela não sabe dizer porque Bruno aceitou ajudar o amigo e muito menos porque o tal garoto precisava de uma arma. ''Não tocamos mais no assunto. Preferimos lembrar dos momentos bons que passamos juntos. Encaro essa fatalidade como vontade de Deus. É ele quem dá e tira a vida'', resigna-se a mãe, que encontrou na fé conforto para sua dor.
Na opinião de Solange, a tragédia que atingiu sua família serviu de exemplo, principalmente, para os outros quatro filhos. Antes mesmo da morte de Pepê, ela e o marido sempre foram contra a violência e hoje apóiam o desarmamento. ''Se você colocar uma arma dentro de casa, fatalmente um dia irá usá-la'', acredita.
Bruno confessou à Polícia a autoria do disparo e o inquérito continua em andamento na Delegacia do Adolescente.


