RECIFE - Uma missa e uma passeata de protesto marcam hoje um ano da morte da primeira vítima da ‘‘tragédia de Caruaru’’, Arnaldo Luiz Gomes. A manifestação, que exige punição para os responsáveis, está sendo organizada pelos amigos e parentes dos doentes renais que se contaminaram em sessões de hemodiálise no Instituto de Doenças Renais (IDR) de Caruaru, a 130 quilômetros do Recife.
Dos 136 pacientes que passaram pelo IDR, até agora 64 morreram, o último em 16 de dezembro. Pelo menos 47 deles devido à intoxicação. A água usada pelo IDR em fevereiro do ano passado estava contaminada com a toxina Microcystina LR, produzida por microalgas azuis do gênero Cyanobacteria, presente na maioria dos mananciais nordestinos, especialmente no verão. Os doentes renais contraíram hepatite tóxica, que causa lesão no fígado.
Os familiares das vítimas ainda não receberam a pensão aprovada há dois meses pelo governo federal. E, embora tenha dado ganho de causa a uma ação impetrada contra o IDR, o juiz de Caruaru, Marupijara Ramos Lima, não fixou o valor das indenizações a serem pagas pelos proprietários da clínica.

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