Tráfico motivou morte de quilombolas
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 09 de agosto de 2017
João Pedro Pitombo<br>Folhapress 
Salvador - A Polícia Civil da Bahia prendeu três suspeitos de fazer parte da quadrilha que ordenou o assassinato de seis moradores de uma comunidade quilombola na zona rural de Lençóis (BA). A chacina aconteceu na noite de domingo (6) no Território Quilombola de Iúna. Segundo a polícia, as mortes foram motivadas por disputa pelo tráfico de drogas na região.
As investigações apontaram que Gildásio Bispo das Neves, 51, e Adeilton Brito de Souza, 22, eram os alvos da ação criminosa. Ambos tinham passagem pela polícia por tráfico e controlavam a venda de drogas no povoado de Iúna. Os bandidos mataram outras quatro pessoas que estavam na comunidade - nenhuma delas tinha envolvimento com crimes.
Segundo a polícia, cinco homens teriam sido contratados por Leonardo da Silva Moraes, 29, conhecido como Leo Careca, para cometer o crime. Segundo a polícia, ele comanda o tráfico de drogas na região e teria ordenado a morte de Neves e Souza sob alegação de que estariam fornecendo drogas para uma quadrilha rival.
A polícia prendeu nesta quarta-feira (9) três supostos integrantes da quadrilha de Leonardo: Indira Luanda Ferreira Barbosa, 44, Ana Paula Gomes Santos, 35, e Gilvan Santos de Jesus, 26. De acordo com a polícia, as mulheres atuavam na contabilidade e na venda das drogas. Gilvan Jesus também atuava na venda de drogas, mas não teve participação na chacina. Os três foram autuados por tráfico.
A polícia procura o chefe da quadrilha e mais um suspeito. Também estão foragidos os cinco bandidos que teriam matado os quilombolas. Além de Gildásio Neves e Adeilton Souza, foram mortos na chacina Amauri Pereira Silva, Valdir Pereira Silva, Marcos Pereira Silva e Cosme Rosário da Conceição.


