Rio de Janeiro, RJ- A rede internacional de tráfico de seres humanos é a terceira mais lucrativa do mundo, movimenta US$ 9 bilhões por ano e só perde para o tráfico de armas e drogas. De acordo com o Conselho Estadual dos Direitos das Mulheres (Cedim), as maiores vítimas desse comércio ilegal são as mulheres jovens, que representam 95% do total de pessoas traficadas. As informações são da Agência Brasil.
A presidente do Cedim, Ana Maria Rattes, diz que, em muitos casos, as mulheres são iludidas com falsas promessas e viajam para o exterior por decisão própria, o que dificulta o levantamento da ocorrência desse tipo de crime.
''Nós conversamos com uma mulher que nos contou ser obrigada a ter 30 relações sexuais por noite. Os passaportes são apreendidos e ficam nas mãos dos traficantes. Elas são exploradas como coisa'', diz Ana Maria.
Até amanhã, o Cedim promove um seminário para discutir medidas de prevenção ao tráfico internacional de mulheres e o papel dos órgãos púbicos no combate ao tráfico.
Participam representantes dos governos estadual e federal, delegados, psicólogos, professores, antropólogos e embaixadores de países europeus como por exemplo a Suécia, um dos principais receptores de mulheres traficadas, especialmente do Brasil.
De acordo com a presidente do conselho, não existe no Brasil uma legislação específica para tratar do assunto, o que há é o Protocolo de Palermo, que está em vigor desde setembro de 2003, mas só foi promulgado em março do ano passado.

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