Tráfico de pessoas é terceiro negócio mundial
O tráfico de pessoas, terceira atividade mundial mais rentável depois do narcotráfico e do comércio de armas, será objeto de estudo no I Seminário sobre Tráfico de Seres Humanos, que começou ontem em Brasília.
Especialistas internacionais que trabalham na luta contra o tráfico de pessoas, representantes da Scotland Yard e da Interpol, além de técnicos jurídicos da Europa, principal destinatária da mercadoria humana, vão analisar durante dois dias as medidas para acabar com esta atividade que movimenta cerca de US$ 7 bilhões anualmente, segundo a Agência das Nações Unidas para o Controle das Drogas e Prevenção do Crime (UNDCP).
A Organização Internacional para as Migrações (OIM) assegura, por sua vez, que mais de quatro milhões de pessoas emigram de seus países ilegalmente todo ano, embora reconheça que é muito difícil saber a quantidade exata das vítimas do tráfico.
O ministro da Justiça brasileiro, José Gregori, definiu de mal do século este problema na abertura do seminário, junto ao diretor da UNDCP, o italiano Pino Arlacchi, e identificou na falta de cultura e educação as principais causas do tráfico de seres humanos.
Um dos destinos mais frequentes para as vítimas deste negócio é a exploração sexual e afeta em particular as mulheres em torno dos 18 anos, e os menores dos dois sexos.
Brasil é um dos principais provedores destes serviços, segundo a UNDCP, que assinala que 60% das profissionais do sexo em Portugal são de origem latino-americana, e em sua maioria brasileiras.
As promessas de oportunidades de trabalho com altas remunerações em países desenvolvidos costumam terminar numa realidade bem diferente: trabalhos forçados, imigração ilegal, situações de semi-escravidão e prostituição, adverte a UNDCP. (France Presse, de Brasília)





