TRÁFICO DE DROGAS E ARMAS - Prisão-modelo não parou Beira-Mar
O traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, é acusado pela Polícia Federal de, mesmo preso em uma penitenciária de segurança máxima do país, se manter à frente de uma organização criminosa especializada em tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, contrabando e homicídios. Onze suspeitos de integrar a quadrilha foram presos no Rio de Janeiro, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Paraná. Um deles é Jacqueline Alcântara de Moraes, mulher de Beira-Mar. Responsável pelas investigações, iniciadas há um ano e meio no Paraná, o delegado Wagner Mesquita disse que Beira-Mar continuava a comandar o grupo porque se valia dos parentes, amigos e advogados que o visitavam nas prisões por onde passou desde que foi preso na Colômbia, em 2001. Esses visitantes, entre eles Jacqueline, seriam os responsáveis por transmitir as ordens de Beira-Mar. O delegado nega que, durante as investigações, ele tenha usado celulares para falar com seus comandados. Em julho de 2006, Beira-Mar foi levado à prisão de segurança máxima em Catanduvas (PR), apresentada pelo governo Lula como a solução para isolar presos perigosos e desarticular suas quadrilhas. No final de julho deste ano, foi transferido para outra prisão modelo, em Campo Grande (MS).
Luiz Fernando da Costa, 41 anos, o Fernandinho Beira-Mar, é considerado um dos maiores traficantes de armas e drogas da América Latina. Nascido em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, ele não conheceu o pai. Foi criado pela mãe, dona Zelina, uma dona de casa e faxineira, que morreu em 1992 atropelada na rodovia Washington Luiz, no Rio de Janeiro
Catanduvas, cidade de 10 mil habitantes, sedia a primeira penitenciária federal de segurança máxima
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