Quadrilhas internacionais de traficantes de cocaína transformaram o Aeroporto de Foz do Iguaçu numa das principais bases na América Latina para fazerem suas encomendas chegarem até países da Europa. Somente neste ano, a Polícia Federal já realizou 25 apreensões, contra 15 em todo o ano passado, e o que mais chama a atenção é o uso de ‘‘engolidores’’: pessoas contratadas para cruzarem o Atlântico com grandes quantidades de droga no estômago. Segundo acompanhamento feito pela delegacia da PF em Foz, 11 pessoas foram presas transportando dezenas de cápsulas de cocaína no estômago e acabaram autuadas por tráfico internacional de drogas. Em julho, uma paraguaia de 28 anos morreu de overdose após o rompimento de uma cápsula. Na semana passada, um paraguaio de 32 anos, residente em Ciudad del Este, foi preso após confessar ter ingerido 84 cápsulas. Ele tinha Madri, na Espanha, como destino final. A quantidade de droga ingerida impressiona. Muitos dos presos haviam engolido mais de um quilo de cocaína pura. Algumas cápsulas chegam a conter até 17 gramas da droga. Mesmo desafiando a morte, as pessoas cooptadas pelas quadrilhas aceitam a tarefa pela qual recebem em torno de R$ 2 mil. Para evitar a identificação dos líderes destas organizações criminosas, os contratados recebem apenas orientações básicas de como devem proceder ao chegarem na Europa.



Centro turístico e econômico do extremo oeste do Paraná, na divisa do Brasil com o Paraguai e a Argentina


O traficante de drogas é um criminoso, pois viola a lei federal da proibição do comércio e transporte de narcóticos e está sujeito a penas altas de reclusão, mesmo se for originário de outro país


O Programa Folha Cidadania tem como objetivo criar o hábito de leitura entre os jovens.

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