Sertanópolis – O Tribunal do Júri de Londrina condenou, na quinta-feira, quatro integrantes de uma quadrilha de traficantes de drogas a penas que somam 188 anos de prisão. O grupo, formado por três homens e uma mulher, agia em Sertanópolis (Região Metropolitana de Londrina). Eles foram responsabilizados por crimes como homicídios, associação para o tráfico, tráfico de drogas, quadrilha armada, posse ilegal de arma e corrupção de menores.
A investigação foi iniciada pelo Ministério Público (MP) em 2012 e contou com o auxílio da Polícia Militar, que por meio de escutas telefônicas interceptou a ação dos traficantes. Uma grande operação na cidade em janeiro de 2012 resultou na prisão de mais de 20 pessoas, entre elas os quatro réus, que permaneceram presos desde então.
O primeiro acusado foi condenado a 61 anos e dez meses de reclusão e ao pagamento de 829 dias-multa, o segundo a 56 anos de prisão e 765 dias-multa e o terceiro integrante, que seria o chefe do grupo, a 33 anos de prisão e 690 dias-multa. A mulher, companheira do líder da quadrilha, recebeu sentença de 38 anos de prisão e 740 dias-multa. Cada dia-multa equivale a um trigésimo do salário mínimo, que é de R$ 740. Dois dos réus já eram reincidentes pelo crime de porte de arma.
"Eles eram muito articulados e contavam com o pouco efetivo policial para agir na cidade. Eles buscavam a droga em Londrina para revender em Sertanópolis. A quadrilha arquitetou e matou duas pessoas em janeiro de 2012. Uma das vítima era de um grupo rival e a segunda teria emprestado a moto para a realização do primeiro homicídio. Foi queima de arquivo", afirmou o promotor Ronaldo Costa Braga, um dos autores da denúncia.
De acordo com o MP, a quadrilha era formada por 12 integrantes, dos quais oito foram julgados em Sertanópolis e os outros quatro em Londrina, por motivo de segurança. "Vários jurados teriam sido ameaçados na cidade e por isso não havia condições do julgamento acontecer em Sertanópolis", frisou o promotor. Também por motivo de segurança, o MP solicitou que os três homens condenados cumpram a pena em Londrina. Os réus ainda podem recorrer das sentenças.

mockup