Londres, 26 (AE-ANSA) - Um menino de cinco anos foi assassinado por traficantes de droga colombianos depois que sua avó, que serviu de "mula" para transportar drogas para a Grã-Bretanha, revelou sua situação a um juiz britânico. De acordo com o jornal The Independent, Lucella Torres Susunaga, de 51 anos, disse a um juiz de Londres que seu neto de cinco anos, Brandon García, seria assassinado caso ela se negasse a trabalhar como "mula", transportando cocaína da Colômbia para a Grã-Bretanha. O juiz William Rose não acreditou em Torres quando ela disse que o sequestro de seu neto a obrigou a fazer a viagem para transportar 530 gramas de cocaína, pois durante o julgamento Brandon havia sido colocado em liberdade pelos seus sequestradores. O juiz condenou Torres a sete anos de prisão. De acordo com o jornal britânico, depois das declarações de Torres na corte, em que alegava ter atuado sob pressão, seu neto foi sequestrado novamente e, posteriormente, encontrado em 11 de agosto à beira de uma estrada, morto com uma bala na cabeça. Uma nota encontrada junto ao corpo, dirigida a Torres, dizia que o assassinato era resultado de sua falta de discrição, por "não ter mantido sua boca fechada". "Não entendeu o presente que recebeu em 25 de abril", acrescentou a nota, fazendo uma referência ao dia em que libertaram seu neto depois que Torres aceitou transportar a droga. O marido de Torres, Petrus Poell, quer apresentar uma apelação à justiça britânica, com o objetivo de se fazer conhecer toda a informação sobre o caso. Poell disse que sua mulher se envolveu com os traficantes de drogas quando foi pedir que deixassem seu filho, que havia se juntado a eles, livre. Porém, os traficantes exigiram o pagamento de US$ 70 mil, o que ela aceitou, contraindo, a partir daquele momento, uma dívida com os bandidos. De acordo com Poell, o transporte de drogas para a Grã-Bretanha fazia parte do pagamento que foi exigido pelos traficantes a Torres.

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