Traficante 'Nem' pode ser transferido para Catanduvas
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sexta-feira, 11 de novembro de 2011
Rubens Chueire Jr. com agências<BR> Equipe da Folha 
Curitiba - A Penitenciária Federal do Paraná, em Catanduvas, no Oeste do Estado, pode ser o destino do traficante Antônio Francisco Bonfim Lopes, o 'Nem', preso na última quarta-feira quando tentava fugir de um cerco de policiais militares do Batalhão de Choque na favela da Rocinha, no Rio de Janeiro. Chefe do tráfico na favela, ele estava escondido no porta-malas de um carro. Junto com Nem foram presas outras 11 pessoas.
A assessoria do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), do Ministério da Justiça, informou que até a noite de ontem nenhuma solicitação de transferência para algum presídio federal tinha sido feita pelo governo do Rio do Janeiro. Entretanto, a assessoria ressaltou que o procedimento não é divulgado por questões de segurança, e que somente após a realização da transferência, eles podem divulgar as informações. Neste caso, a Justiça Federal do Paraná também deve autorizar a vinda do criminoso, mas até o final da tarde de ontem, nenhum contato tinha sido feito.
A Penitenciária de Catanduvas já abrigou alguns traficantes cariocas. Passaram por lá Elias Pereira da Silva, o Elias Maluco, acusado da morte do jornalista Tim Lopes; Márcio dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, ex-chefe do tráfico no Complexo do Alemão; Márcio José Guimarães, o Tchaca, do Complexo do Lins, e Isaías da Costa Rodrigues, o Isaías do Borel, na Tijuca.
O traficante ''Nem'' foi transferido na tarde de ontem para o complexo penitenciário de Bangu, deixando a sede da Polícia Federal no centro do Rio. O governador Sérgio Cabral deve pedir nos próximos dias a transferência do traficante e de seus comparsas para um presídio federal de segurança máxima. Além da Penitenciária de Catanduvas, estão em funcionamento no País o Presídio Federal de Porto Velho (RO), Campo Grande (MS) e Mossoró (RN).
Segundo a polícia, ele foi encontrado no porta-malas de um Corolla preto, onde viajavam mais quatro homens, que também foram presos. Um deles se apresentou como cônsul honorário da República do Congo, outros dois se disseram advogados e o quarto era o motorista. Um dos criminosos chegou a oferecer propina que começou em R$ 20 mil e depois chegou a R$ 1 milhão, de acordo com os policiais.


