Rio, 12 (AE) - Marco Antônio da Silva Tavares, o Marquinho, considerado um dos maiores traficantes do Estado do Rio, não quis hoje prestar depoimento ao delegado Aldeir Bório, titular da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) da Polícia Federal, alegando que só falará em juízo. Marquinho é acusado de distribuir 200 quilos de cocaína por semana nas favelas cariocas.
Também estiveram na delegacia os dois irmãos de Marquinho, Marcelo e Alceste Silva Tavares, a sua mãe, Edwiges do Espírito do Santo Tavares, de 55 anos, e um advogado, cujo nome não foi revelado pela polícia, que seria o responsável pelas negociações do traficante. Eles também disseram que só iriam falar perante o juiz. Marquinho e os integrantes de sua quadrilha estão presos na Superintendência da PF, na Praça Mauá, na zona portuária, e ficarão à disposição da Justiça.
Todos foram presos numa operação desencadeada por agentes federais, há cerca de uma semana, no Espírito Santo. Marquinho foi capturado na cidade de São Mateus, onde estava reunido com a quadrilha. A polícia já estava investigando o grupo desde novembro, após a prisão de Marlinda Rodrigues Arevalo, uma das integrantes da quadrilha de Marquinho, num luxuoso apartamento do traficante, na Praia de Icaraí, em Niterói, no Grande Rio.
De acordo com investigações da PF, a quadrilha chefiada por Marquinho negociava drogas com traficantes do Paraguai, da Bolívia e da Colômbia como faz Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, que está foragido. A droga era transportada em carros e caminhões e depois distribuída no interior do Estado do Rio e nas favelas da capital. Além disso, Marquinho é dono de vários imóveis no Rio e em Niterói (Grande Rio).
Operação - Policiais do 15ºBatalhão da Polícia Militar (Duque de Caxiais) fizeram uma batida, hoje pela manhã, na Favela Beira-Mar, reduto do traficante que recebe o mesmo nome, mas não apreenderam nem drogas nem armas.

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