Traficante de animais presta serviços
A juíza da 10ª Vara da Justiça Federal em Brasília, Maria de Fátima de Paula Pessoa Costa, tomou uma decisão inédita: determinou que o traficante de animais silvestres Paulo Evangelista Cornélio, o Pica-Pau, preste serviços ao Ibama por seis meses. Até hoje, os transgressores eram condenados a dois anos de prisão ou ao pagamento de fiança, como manda a lei ambiental. E, normalmente, saíam livres do tribunal. Pica-Pau livrou-se da gaiola, mas começou a cumprir a determinação anteontem, no Parque Nacional de Brasília. Está aprendendo a fazer abafadores para combate a incêndios florestais. E o pessoal do Ibama está aproveitando para educá-lo ambientalmente. Pica-Pau foi autuado em flagrante por fiscais do Ibama em 19 de maio, no Aeroporto de Brasília, recebendo 120 mandarins, pássaros ameaçados de extinção.

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