Tráfego difícil nas rodovias do Norte
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sexta-feira, 05 de fevereiro de 2010
Fernanda Borges<BR> Reportagem Local 
Viajantes que seguem pelas estradas do Norte Pioneiro continuam encontrando dificuldades para trafegar em algumas vias desde o último fim de semana depois que a chuva na região causou o aumento no volume dos rios. Entre as rodovias estaduais, pelo menos duas já tiveram o acesso liberado parcial ou totalmente.
De acordo com a Polícia Rodoviária Estadual (PRE), somente a PR-439 que liga Santo Antônio da Platina a Ribeirão do Pinhal foi totalmente liberada. A PR-218 que fica entre Ribeirão do Pinhal e Guapirama foi liberada apenas para o tráfego de veículos e continua interditada para caminhões.
De acordo com informações de policiais da 2 Companhia de Polícia Rodoviária lotados no posto de Tomazina, a PR-272 que corta a cidade no quilômetro 58, continua interditada por conta do rompimento da cabeceira da ponte devido à força da água do Rio Cinzas na enchente ocorrida no último fim de semana. Essa mesma via, chegando próximo à divisa com o estado de São Paulo, entre Santana do Irararé (PR) e Itaporanga (SP), o trecho permanece interditado sem previsão de liberação de tráfego.
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou que a BR-153 está interditada próximo ao quilômetro 76. Segundo o inspetor Fabiano Moreno, os veículos que estiverem seguindo de Ibaiti sentido a Santo Antônio da Platina precisam seguir sentido Jundiaí do Sul - Ribeirão do Pinhal para daí conseguirem chegar a Santo Antônio. Outro desvio necessário é para os veículos que seguem de Curitiba -Ponta Grossa sentido Ourinhos (SP). Segundo a PRF, os condutores precisam seguir pela Rodovia Estadual PR-092, via Jaguariaíva, e continuar na PR-092. Um comunicado do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit) à PRF até o final da tarde de ontem informava que as obras para reestruturação e liberação da via deve durar, no mínimo, dez dias.
As fortes chuvas que atingem o Estado do Paraná desde o início do ano já afetaram cerca de 34 mil pessoas e fizeram com que mais de 4.000 deixassem suas casas. Desses, mais de 3.000 pessoas estão desalojadas -hospedadas em casas de parentes e amigos- e outras mil estão desabrigadas, ou seja, dependem de abrigos públicos.


