O tráfego de veículos na Ponte de Guaratuba terá alteração no esquema de liberação previsto inicialmente. Haverá abertura para circulação de veículos já no sábado (2), a partir das 11h30, logo após o encerramento das atividades do primeiro dia da Maratona Internacional do Paraná, com as provas de 5 km e 21 km.

Os carros poderão utilizar a travessia até as 5h de domingo (3), quando a ponte será novamente fechada para a realização do segundo dia da Maratona, que contará com provas de 10 e 42 quilômetros.

A liberação definitiva do tráfego está mantida para o domingo, às 10h, após o encerramento das provas, conforme programação oficial. Antes da cerimônia oficial de inauguração, o governador Carlos Massa Ratinho Junior fez na tarde desta quinta-feira (30) uma vistoria técnica na ponte.

O controle do fluxo de veículos será feito pela Polícia Rodoviária Estadual (PRE) e agentes de trânsito do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR), autarquia da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (SEIL).

Até a abertura da ponte, a travessia por ferry boat na Baía de Guaratuba continuará funcionando normalmente. E mesmo após a abertura o ferry continuará à disposição para eventuais necessidades, mas já em etapa de desmobilização dos trabalhos.

A estrutura tem 1.240 metros de extensão, com quatro faixas de tráfego, duas faixas de segurança em cada sentido, calçadas com ciclovia e guarda-corpos. Contando com os acessos na PR-412, a obra compreende cerca de 3 quilômetros ao todo. A velocidade máxima permitida é de 60 km/h, mas no momento de liberação, os veículos devem trafegar mais devagar.

A obra conecta Guaratuba a Matinhos e dá mais agilidade à travessia, sendo uma alternativa às instabilidades do ferry boat. O investimento na obra foi de mais de R$ 400 milhões e a execução, do Consórcio Nova Ponte.

‘ESCONDERIJO’

A Ponte de Guaratuba conta com uma estrutura pouco visível ao público, mas essencial para a sua durabilidade e segurança. Trata-se de uma área técnica localizada abaixo das pistas principais e já utilizada para a instalação e ajustes do trecho estaiado da ponte, projetado para garantir o livre tráfego de embarcações ao criar um vão central sem pilares no canal de navegação.

O espaço é acessível apenas por técnicos especializados e concentra componentes fundamentais do vão estaiado – segmento de 320 metros sustentado por cabos de aço de alta resistência. Nele, estão localizadas as extremidades dos estais e os sistemas de ajuste de tensionamento, que permitem o monitoramento contínuo e as intervenções necessárias ao longo da vida útil da ponte.

Os estais são responsáveis por sustentar o vão principal da ponte. Cada estai é formado por 61 cordoalhas – cabos de aço individuais que compõem o sistema. “É nessa área técnica que os estais foram montados, tensionados e depois protegidos. Todas as cordoalhas ficam acessíveis nesse espaço”, explica o engenheiro Rodrigues Marques, gerente de produção do Consórcio Nova Ponte, responsável pela execução da obra.

Após a fase de instalação, os estais passam por um processo de ajuste fino de tensionamento, validado pelo projetista da obra. Na sequência, as extremidades são vedadas com uma calota metálica e recebem uma injeção de graxa especial, garantindo proteção contra agentes externos e aumentando a durabilidade dos cabos.

Além da proteção, a área técnica também abriga o sistema que permite a regulagem do tensionamento dos estais. Isso significa que, caso seja necessário ao longo das próximas décadas – seja por revisões programadas ou situações excepcionais –, será possível recalibrar individualmente cada cabo para manter o desempenho estrutural da ponte.

Após a entrega da obra, a responsabilidade pelas inspeções e manutenções periódicas ficará a cargo do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER-PR). As rotinas de acompanhamento seguirão diretrizes técnicas estabelecidas pelos projetistas e fornecedores, descritas no manual da ponte.

Ao todo, a Ponte de Guaratuba possui 24 pares de estais, sendo 12 em cada um dos dois mastros principais. O último deles foi instalado em fevereiro de 2026, marcando a conclusão da etapa estrutural do trecho estaiado. A implantação da área técnica para monitoramento contínuo e manutenções preventivas pelo Governo do Estado é o que vai garantir a longevidade da ponte, assegurando que a estrutura opere com segurança e eficiência por décadas.

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