A fro­ta de veí­cu­los cres­ce a ca­da ano em Lon­dri­na. Até mar­ço de 2010 era de qua­se 279 mil. Um ano de­pois já ha­via atin­gi­do a mar­ca de apro­xi­ma­da­men­te 297 mil veí­cu­los, en­tre car­ros, mo­tos, ca­mi­nhões e ou­tros. E em ­meio ao trá­fe­go in­ten­so, os ci­clis­tas se ar­ris­cam en­tre a via e a cal­ça­da. Mui­tos de­les são tra­ba­lha­do­res, que uti­li­zam ave­ni­das mo­vi­men­ta­das, co­mo Dez de De­zem­bro e Ti­ra­den­tes, pa­ra che­gar ao ser­vi­ço.
  De acor­do com a Com­pa­nhia de Trân­si­to da Po­lí­cia Mi­li­tar de Lon­dri­na, em 2009 fo­ram re­gis­tra­dos 136 aci­den­tes en­vol­ven­do ci­clis­tas. ­Duas pes­soas mor­re­ram. Já em 2010 o nú­me­ro de aci­den­tes foi me­nor - 123 -, mas qua­tro pes­soas per­de­ram a vi­da.
  Mes­mo as­sim, o uso da bi­ci­cle­ta co­mo al­ter­na­ti­va de trans­por­te tem mui­tos de­fen­so­res. É o ca­so do pro­fes­sor Jor­ge Da­niel de Me­lo Mou­ra, do De­par­ta­men­to de Ar­qui­te­tu­ra e Ur­ba­nis­mo da Uni­ver­si­da­de Es­ta­dual de Lon­dri­na (UEL). Ele tem ­mais de um car­ro e uma mo­to, mas faz ques­tão de ir até a UEL pe­da­lan­do.
  ‘‘A bi­ci­cle­ta dá uma per­cep­ção me­lhor do am­bien­te e is­so é óti­mo pa­ra co­nhe­cer a ci­da­de. ­Além dis­so, eco­no­mi­zo com­bus­tí­vel, sem con­tar que mi­nha saú­de me­lho­rou ­bastante’’, dis­se.
  Se­gun­do ele, fal­tam ci­clo­vias, ­além de con­di­ções de se­gu­ran­ça e cons­cien­ti­za­ção no trân­si­to. ‘‘Cons­truir ci­clo­vias em Lon­dri­na é uma ne­ces­si­da­de, mas an­tes é pre­ci­so fa­zer uma cam­pa­nha pa­ra que os mo­to­ris­tas res­pei­tem o ci­clis­ta.’’
  Os em­pre­sá­rios Ri­car­do Eu­gê­nio e Éri­co Dia­man­te tam­bém apos­tam na bi­ci­cle­ta. ­Eles ad­mi­nis­tram há dez me­ses uma em­pre­sa de en­tre­gas fei­tas ape­nas por ci­clis­tas. Co­mo di­fe­ren­ciais es­tão a não emis­são de ga­ses po­luen­tes e o cus­to me­nor em re­la­ção aos con­cor­ren­tes que uti­li­zam mo­tos.


● Em 1862, a prefeitura de Paris criou caminhos especiais nos parques para os velocípedes (pequenos veículos de três rodas), para não se misturassem com as charretes e carroças, dando assim origem às primeiras ciclovias



● Foi inventada no século 19 na Europa. Com cerca de um bilhão de unidades em todo o mundo, é um meio de transporte barato, ecológico e saudável

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