São Paulo, 01 (AE) - A tradutora e professora de inglês Elenice Mazzelli, de 61 anos, foi assassinada e teve seu corpo jogado do quarto andar do Edifício Conde de Iguaçu, em Perdizes, na zona oeste de São Paulo, no fim da noite de ontem. O acusado, que já está preso, é sobrinho da vítima, o desempregado Fábio Mazzelli Louzada, de 37 anos, que morava no apartamento de número 42 com a tia e a mãe, Janice Mazzili Louzada, de 56 anos.
De acordo com a polícia, na hora do crime, por volta das 22h30, Janice não estava em casa, pois tinha saído para visitar parentes. Nesse horário iniciou-se uma briga dentro do apartamento. Elenice começou a ser espancada. Vizinhos afirmaram à polícia que escutavam gritos e o ruído de batidas na parede e, por isso, ligaram para o número 190 da Polícia Militar.
Mas já era tarde. Quando os policiais chegaram encontraram o corpo da tradutora estendido no chão na frente do prédio. O apartamento estava todo revirado havia sangue no chão e janela, além, de sinais de luta na sala e quarto.
Para a polícia, Elenice foi supreendida pelo sobrinho enquanto trabalhava na sala, pois o computador estava ligado e havia um texto na tela. Louzada saiu do seu quarto e iniciou um discussão com a tradutora e, em seguida, começou a agressão.
Prisão - Ele foi preso dentro do apartamento e levado para o 23º Distrito Policial, em Perdizes, pouco tempo depois, com as roupas sujas de sangue. Na delegacia, onde foi indiciado por homicídio qualificado, ele disse aos policiais que agiu influenciado por "espíritos do mal" que mexeram com sua cabeça. Ele também teria dito que era viciado em cocaína.
Durante a madrugada o advogado Roberto Soares, indicado pelo irmão do acusado, foi até a delegacia, mas no início ele não quis recebê-lo. Depois, Soares conseguiu conversar um pouco com o seu cliente e afirmou ao delegado Baldomero Girbal Neto, que registrou a ocorrência, que Louzada não falava coisa com coisa, e por isso, estava sem condições de prestar qualquer depoimento.
O advogado disse que iria solicitar exames de sanidade mental do preso, que deverá ser transferido de delegacia amanhã cedo. A polícia também acredita que ele possa ter problemas mentais. Se o desempregado for condenado ele pode pegar de 12 a 30 anos de prisão. Na tarde de hoje os moradores do edifício onde morava a tradutora estavam traumatizados com a tragédia e não quiseram dar entrevistas.

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