Tradição de segurar os foguetes aumenta risco
O proprietário de uma loja no Centro de Curitiba especializada em fogos de artifício, Moisés Lanza, revela que os acidentes geralmente ocorrem por três motivos: ''Quando a pessoa quer desmanchar o foguete para fazer bomba caseira; quando há uma falha no foguete e a pessoa quer reaproveitá-lo mesmo assim, ao invés de trocar o produto com o fabricante, e quando a pessoa solta o foguete de tiro, mais conhecido por foguete de mão''.
Conforme explicou Lanza, há cerca de dez anos os ''foguetes de mão'' vêm acompanhados de um suporte, que deve ser colocado no chão, justamente para prevenir os acidentes.
''Mas os clientes acabam soltando na mão porque é uma tradição, apesar da gente orientar o uso do suporte. Também acontece da pessoa estar alcoolizada e soltar o foguete de qualquer jeito'', disse. Lanza informou ainda que a maioria das lojas não especializadas em fogos acaba aceitando produtos que não vêm com o suporte de chão, ou que tenham baixa qualidade.
O comerciante disse que espera vender o dobro de caixas de fogos de artifício no mês de junho. E a expectativa é maior em relação ao mesmo período de outros anos. ''Já sentimos uma diferença em comparação com as copas passadas. Antes os clientes começavam a aparecer mais lá pelo terceiro jogo do Brasil. Agora, por causa do favoritismo da seleção, já estamos vendendo bem'', conta ele.(C.S.)





