O parceiro de quem a Gerasul compraria a participação em Itá, é o Grupo Odebrecht, que pretende atuar nas áreas de concessões, construção e petroquímica. Victor Paranhos deixou a presidência da Gerasul para assumir a da Companhia Energética do Mercosul, administradora da Cana Brava, hidrelétrica que está sendo construida em Goiás e vai ter 450 megawatts de potência. Ele somente confirmou que há uma negociação em andamento, mas não revelou o nome de quem está negociando com a Gerasul. Com a saída de Paranhos, a presidência da Gerasul é ocupada agora por Manoel Zanoni Torres.
Victor Paranhos disse que a Tractebel está atenta ao mercado e vai continuar investindo na área de geração de energia no País. Um exemplo disto está em Cana Brava. Paranhos afirmou que também poderá agilizar as obras de Jacuí, uma termoelétrica de 350 megawatts a carvão, principalmente dinte dos indicativos de que o País poderá necessitar de mais energia, levando em conta também o fato de que os reservatórios não estão com suas capacidades como se esperava. "Uma termoelétrica como Jacuí poderia estar em operação entre 2001 e 2002", explicou. "Temos um plano de investimentos no País de US$ 3 bilhões em cinco anos. Mas nós, como outros investidores, queremos que o setor tenha regras claras e objetivas. Falta uma série de ações regulatórias para que o investidor se sinta à vontade para aplicar seus recursos. Esperamos que essas indefinições sejam superadas logo", disse.
Victor Paranhos permanecerá no Conselho de Administração da Gerasul e também em um Comitê Estratégico que dará suporte aos novos investimentos da Companhia do Mercosul.
A Companhia Energética do Mercosul, a ser presidida por Paranhos, conseguiu junto ao BNDES um financiamento para a hidrelétrica de Cana Brava no valor de R$ 325 milhões, sendo que o custo total da obra é de R$ 550 milhões, nos próximos três anos. Como garantia do investimento, foram cedidas debêntures da Mercosul. As obras devem gerar 5 mil novos empregos.Por Milton F.da Rocha Filho São Paulo, 29 (AE) - A Gerasul, empresa controlada pela belga Tractebel, está negociando a compra de participação de um parceiro na hidrelétrica de Itá, atualmente em construção em Santa Catarina, anunciou o executivo da Tractebel, Victor Paranhos. A Tractebel tem um plano de investimento no País de US$ 3 bilhões em 5 anos.

mockup