O americano James Heckman divide o prêmio Nobel de Economia 2000 com o também americano Daniel McFadden.
Os economistas foram premiados ‘‘por ter desenvolvido teorias e métodos amplamente utilizados na análise estatística do comportamento dos indivíduos e das famílias, tanto em ciências econômicas quanto em outras ciências’’, precisou a Academia.
James Heckman, 56 anos, professor da Universidade de Chicago (Illinois, EUA), recebeu a homenagem ‘‘por ter desenvolvido teorias e métodos de análise de amostras seletivas’’, precisou a Academia em suas considerações.
Já Daniel McFadden, 63, professor da Universidade da Califórnia (EUA), foi recompensado ‘‘por ter desenvolvido teorias e métodos de análise das ‘‘escolhas discretas’’.
O Nobel de Economia foi concedido ontem pela 32ª vez. Os americanos dominam a lista dos ganhadores, com 28 prêmios. A Grã-Bretanha, com sete premiados, vem em seguida, antes de Noruega e Suécia (dois ganhadores cada), Alemanha, França, Holanda, URSS, Índia e Canadá (com um prêmio cada).
Heckman e McFadden receberão do Riksbank (Banco Central da Suécia) um prêmio de nove milhões de coroas suecas (950 mil dólares). Foi a própria entidade que instituiu o prêmio, em 1969.
A entrega oficial acontecerá, como todos os anos, em 10 de dezembro, aniversário da morte de Alfred Nobel (em San Remo, Itália, no ano de 1896). O prêmio será entregue em Estocolmo, pelo rei da Suécia, Carl XVI Gustaf.
A ‘‘temporada Nobel’’ continuará hoje, com o anúncio do ganhador do prêmio de Literatura, que podere ser entregue a um poeta. Neste caso, são três os candidatos principais: o sueco Tomas Transtromer, o chinês Bei Dao e o norte-americano John Ashbery.
A informação foi dada ontem pelo jornal sueco Aftonbladet que lembrou a tradição da Academia de não premiar os favoritos. ‘‘A Academia surpreende sempre’’, escreveu o jornalista Ernst Brunner. (France Presse)