São Paulo, 18 (AE) - A história de Fernão Rodrigues Lima
de 33 anos, foi destaque do jornal interno do Centro Israelita de Assistência ao Menor (Ciam) e retrata a filosofia da atual Aldeia da Esperança - comunidade de deficientes instalada no município de Franco da Rocha, em São Paulo: incentivar a afetividade entre os membros. O sonho do operador de máquinas, um dos primeiros moradores a chegar à vila, em 1993, é morar com Simone Thme, de 34 anos, com quem iniciou um namoro há pouco tempo.
"Não são só as hortas, a granja, o trabalho na cozinha, as oficinas e a jardinagem que devem fazer parte dessas pessoas especiais que habitam a Aldeia", explica o psicólogo Arie Pencovici, que dirige, em Israel, o projeto para portadores de deficiência mental, que inspirou a criação da Aldeia no Brasil. "Temos de possibilitar o desenvolvimento da capacidade de amar, chorar e emocionar", diz. Muitos casais já se formaram na Aldeia e habitam a mesma moradia
tornando a vida na vila mais próxima da realidade.
Por essas e por por outras iniciativas, a entidade israelita que ajudou a importar o modelo da Aldeia de Israel, recebeu, este ano, com outras 50 entidades, o Prêmio Bem Eficiente da Kanitz & Associados. No ano passado, o Ciam também recebeu o Prêmio de Direitos Humanos da Secretaria de Direitos Humanos, que foi entregue pelo presidente da República, Fernando Henrique Cardoso. (G.C.)

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