Trabalho escravo nas áreas de reflorestamento
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 03 de junho de 2009
Marcela Rocha Mendes<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O aumento no número de flagrantes de trabalho escravo no Paraná reflete a expansão do agronegócio de cana-de-açúcar e celulose no Estado, segundo Rogério Nunes da Silva, membro da coordenação estadual da CPT. Com relação à superexploração, o Estado fica em 1º lugar, com 1,2 mil trabalhadores envolvidos no ano passado, conforme o relatório.
Aumentou o número de resgates porque a fiscalização se intensificou. Também contribuíram o aperfeiçoamento da redação e o incremento na identificação desses casos, a partir de 2002, explica o procurador do Ministério Público do Trabalho (MPT) do Paraná, Luercy Lino Lopes.
De acordo com Lopes, que é membro da coordenadoria nacional de erradicação do trabalho escravo, a situação é mais grave nas áreas de reflorestamento. Na cultura de pinus, a possibilidade de trabalho degradante ou escravo é grande, diz. Sobre a cultura da cana, ele diz que já houve tempos piores, há 10, 15 anos. Mas ainda hoje é comum perceber jornadas exaustivas ou condições degradantes de trabalho nessas áreas.
O procurador afirma que o descobrimento dessas situações depende integralmente do engajamento de órgãos como o MPT e o Ministério do Trabalho.


