Curitiba- ''É um trabalho de resgate, de salvamento arqueológico'', avalia Igor Chmyz. De acordo com ele, sabe-se que existe material arqueológico em toda região do Centro Histórico de Curitiba. O local fica a cerca de 500 metros da Praça Tiradentes, onde a cidade começou. ''A ocupação começou na praça no século 17, foi expandindo para as laterais nos séculos 18 e 19 e depois para toda a área existente hoje'', diz.
O problema, segundo ele, é que os pesquisadores não têm acesso às áreas para estudo. As exceções aconteceram em 2003, quando a Cúria Metropolitana chamou o Cepa para pesquisar um terreno em frente, onde foi construído o Cenáculo dos Adoradores do Santíssimo Sacramento. Nesse trabalho, os pesquisadores chegaram até os alicerces mais antigos. Agora, o trabalho está sendo feito a pedido da Secretaria de Estado da Cultura.
Desde a década de 70, um decreto-lei disciplina o setor histórico de Curitiba, mas não prevê trabalho arqueológico. Lei federal protege apenas os sítios arqueológicos, mas não áreas pontuais, como é o caso do Centro Histórico da Capital. Por isso, ele tem procurado aproveitar as poucas oportunidades em que uma ou outra edificação é derrubada. A equipe também costuma atuar quando há obras para instalação de linhas de telefonia, fibras óticas ou elétricas.(M.G.)

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