Trabalho de ONG supre
atendimento a yanomamis
Se a população branca sofre pela carência na região Amazônica a situação do índio é muito pior. Para impedir que os yanomamis sejam dizimados, a organização não-governamental URIHI-Saúde Yanomami, em parceria com a Funasa, começou em dezembro o seu trabalho de campo. Além da constante instabilidade social por conta da invasão dos garimpeiros, a entidade também tem que combater a alta incidência de malária, tuberculose e desnutrição, fatores que elevam a taxa de mortalidade da tribo.
Conforme dados fornecidos pela Ong, a malária tem sido a principal causa de mortalidade entre os 11.700 yanomamis sobreviventes, permanecendo 7.400 em Roraima e outros 4.300 no Amazonas. Só para se ter uma idéia da gravidade do problema, nos últimos sete anos, a média anual do coeficiente de incidência de malária foi de 511 (por mil habitantes). Ou seja, o número de casos de malária por ano equivale a quase metade do número de habitantes.
Para piorar o quadro, esse índice subiu em 1988 para 7.320 casos, determinando um coeficiente de incidência de 777 (por mil habitantes) e representando um aumento de 52% em relação aos anos anteriores. A baixa resistência imunológica natural dos yanomamis tem contribuído para aumentar o índice de mortalidade. Sem o apoio das ONGs nas ações da Funasa os yanomamis estariam condenados a desaparecer num curto espaço de tempo. (E.A.)

mockup