Curitiba O coordenador do setor de educação e cultural do Hospital Pequeno Príncipe, Cláudio Teixeira, conta que os internos não são apenas de Curitiba. Muitos são da Região Metropolitana e do interior do Estado. Além dos educadores, o setor de educação e cultura conta com o auxílio de 60 estagiários por semestre que fazem parte de convênios com quatro universidades e um colégio particular.
''Esses estagiários ampliam o universo de crianças atendidas pelo setor'', diz Teixeira. A espinha dorsal do atendimento é o acompanhamento escolar pelas sete professores da rede municipal de ensino. ''Vale como uma escola. Elas ensinam, ajudam nos trabalhos escolares e aplicam provas quando preciso'', relata Teixeira.
Normalmente, quando o setor verifica que a criança terá que ficar internada por mais de 15 dias, é mantido contato com a escola e oferecido o acompanhamento escolar. O currículo do período em que a criança estará internada, os trabalhos e provas são passados por malotes (se for no interior), correspondências, fax ou e-mails.
''É comum a criança que está internada aqui ser promovida de ano. Até porque usamos métodos diferenciados de ensino, buscando a aprendizagem fácil. O estudo é importante para a saúde integral da criança. Não estamos aqui para tratar fígados e pernas. Estamos aqui para tratar pessoas'', pondera.
Os alunos têm acesso à ''biblioteca viva''. São mais de mil volumes de livros infantis lidos ou mostrados para as crianças. Cento e cinquenta jogos que fazem parte da jogoteca são levados para o dia-a-dia infantil para treinar lógica, estratégia e propocionar momentos de lazer. O hospital conta ainda com uma oficina permanente de informática, onde as crianças têm conhecimento de editoração de texto e pesquisas na Internet. ''Noventa e cinco por cento das crianças atendidas aqui nunca mexeram antes com o computador. Estar aqui possibilita esse contato'', diz o coordenador.(L.P.)

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