Curitiba- Trabalhar mais de 40 horas semanais também pode favorecer o aparecimento do estresse. ''Teoricamente, teríamos que ter oito horas de trabalho por dia. Outras oito horas de lazer. As últimas oito horas do dia para o sono. Essa seria a distribuição ideal. Infelizmente, a tendência é a de que cada vez mais se trabalhe'', lamenta o psiquiatra Osmar Ratzke.
O estresse no trabalho tem sido nominado por profissionais da área como síndrome do desgaste profissional. Estas pessoas tendem a não respeitar os prazos estipulados, reduzem suas atividades de lazer, levam uma vida sedentária, perdem a confiança em si mesmo, questionam seus valores pessoais e profissionais e sofrem como desequilíbrios alimentares.
Na Universidade de Brussel, na Bélgica, os casos estão sendo analisados em pesquisas sobre fadiga crônica. Apoio psicológico e dar mais momentos de lazer ao dia-a-dia podem ser os ''antídotos'' para que o estresse se transforme em depressão.
''Se não virou doença, a gente auxilia o paciente a organizar melhor sua vida profissional. Ele (o paciente) tem que aprender a fazer uma coisa de cada vez. Não se pode fazer tudo ao mesmo tempo. Tem que saber analisar prioridades e não trabalhar além da sua capacidade física e mental'', ensina o psiquiatra da UFPR. (L.P.)

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