Trabalhadores
rurais protestam
contra pedágio

Edna Mendes
De Cornélio Procópio
Pelo menos 300 trabalhadores rurais e moradores de Andirá, Cambará e Barra do Jacaré protestaram ontem pela manhã contra o aumento do pedágio na praça da BR-369, administrada pela Econorte. Eles reivindicam tarifas especiais, porque muitos moradores transitam diariamente pelos três municípios.
Os trabalhadores, na maioria cortadores de cana, são transportados por caminhões. Atualmente, a concessionária cobra, neste trecho, R$ 1,60 por eixo. Os donos de caminhões ameaçam descontar o valor dos cortadores de cana.
Até janeiro, a concessionária manteve um acordo com as três prefeituras e cobrava R$ 0,50 por eixo dos caminhões que transportavam trabalhadores. A partir de janeiro, a Econorte se recusou a manter a tarifa.
O prefeito de Andirá, Celso Tozzi (PSDB), de Cambará, Mohamad Ali Hanzé (PMDB), e o prefeito de Barra do Jacaré, João Adão Zanetti (PDT) também reivindicam a tarifa diferenciada para todos os veículos com placas de um dos três municípios. A direção da Econorte prometeu aos prefeitos uma definição até terça-feira.
Tozzi, promete recuperar os sete quilômetros de uma estrada vicinal, que serve como desvio da praça de pedágio e cobrar pedágio mais barato. A Folha procurou ontem, por diversas vezes, o diretor operacional da Econorte, Júlio Folknand, mas ele não foi localizado.

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