Trabalhadores reduzem consumo em 4,7% e Japão segue estagnado
Tóquio, 28 (AE-AP) - Apesar das enormes somas injetadas na economia pelo governo do primeiro-ministro Keizo Obuchi, a demanda no Japão continua desaquecida.
O consumo dos trabalhadores assalariados divulgado nesta sexta-feira (28) retrocedeu 4,7% em dezembro, a maior queda em 21 meses.
O número surpreendeu analistas, que acreditam em algo em torno de -0,5%. Os japoneses deixaram de ir às compras por causa da contração nos salários, de 2% em 1999, causada pela supressão de numerosos bônus.
A debilidade do consumo também se refletiu diretamente nos preços ao varejo, que caíram 1,1% no mês passado e 0,3% durante o ano.
A produção industrial também teve uma pausa em dezembro, retrocedendo 1,4% em relação ao mês anterior.
O Ministério do Comércio Internacional e da Indústria calcula que esse número seja positivo em 3,6% neste mês. O índice de rendimento nas indústrias cresceu 0,8% no último trimestre.
Para analistas, estas cifras confirmam que a economia da segunda potência mundial está-se recuperando gradualmente, apesar de o crescimento ser considerado insuficiente.
Obuchi garantiu que continuará injetando dinheiro na economia e que as reformas do país devem ser adiadas até que o Japão consiga recuperar-se.
O ministro do Planejamento, Taichi Sakaiya, observa que a recuperação ainda é frágil.





