Ibiporã - O alojamento onde os maranhenses estão hospedados foi trancado ontem à tarde depois da formalização da denúncia. No cortiço vivem 36 famílias. O imóvel só foi aberto para que o trabalhadores pudessem ter acesso ao local depois de uma negociação com o proprietário do cortiço.
''O aluguel está atrasado há dias e (a dívida) já soma R$ 700. Se não paga a gente coloca cadeado na porta até que o aluguel seja quitado, esse é o acordo com o pessoal que mora aqui'', afirmou o proprietário José Jerônimo da Silva. Ele deixou os rapazes permanecerem no imóvel até hoje e aguarda o depósito do dinheiro por parte do contratante, a empreiteira Orlando A. Santos.
Esta foi a primeira denúncia de trabalho análogo ao escravo em Ibiporã. Os operários estão sendo amparados pela Secretaria Municipal do Trabalho. ''A gente defende os direitos dos trabalhadores e vamos amparar esses operários até que essa situação seja resolvida. A alimentação deles será custeada pela Secretaria de Assistência Social'', explicou a secretária Lourdes Aparecida da Silva Narcizo, que estava em férias, mas retornou para o serviço para atender a situação.
Na reunião de conciliação ocorrida ontem na sede do Sintracom, não houve acordo. Os trabalhadores cobram R$ 2 mil de rescisão para serem divididos entre os sete trabalhadores, além de passagens de volta para o Maranhão. O empregador promete pagar apenas os dois dias trabalhados. Hoje tem nova reunião e se não houver acordo o caso pode ir parar na Justiça.(D.M.)

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