O impasse entre a Usina Central Paraná, produtora de açúcar e álcool, em Porecatu (85 quilômetros ao norte de Londrina), e trabalhadores, em greve há 13 dias por salários atrasados, continuava ontem. Em nova reunião realizada à tarde, a usina não avançou na sua proposta, já rejeitada em duas assembléias por representantes do Sindicato dos Rodoviários de Londrina, Sindicatos Rural e da Indústria e Alimentação de Porecatu e funcionários. Os sindicatos convocaram os trabalhadores para nova assembléia que deve acontecer hoje, à partir das 9 horas, em frente aos portões da empresa.
Segundo a proposta patronal, o 13º salário seria pago hoje, mas os acertos rescisórios e o salário de dezembro sairiam nos dias 2 e 9 de fevereiro, respectivamente. Ainda segundo a proposta, o salário de janeiro ficaria para o dia 28 de fevereiro. Os funcionários acusam a usina de diversas irregularidades em contratações e rescisões trabalhistas. O Ministério do Trabalho (MT), em Londrina, confirmou as denúncias de não recolhimento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), de não pagamento dos 40% devidos nas rescisões de contrato, de descontos de INSS e contribuição sindical, sem o repasse aos respectivos órgãos.
De acordo com o vice-presidente do Sindicato do Rodoviários de Londrina, João Batista, documentos que comprovam irregularidades trabalhistas, inclusive com assinaturas de funcionários, além de indícios de dívidas da usina de propriedade do Grupo Atalla estão sendo anexados a um possível pedido de intervenção federal na empresa. Segundo Batista, a documentação deve ser analisada nas próximas semanas pelos demais sindicatos que coordenam o movimento e encaminhadas ao Poder Judiciário. Batista informou ainda que os documentos serão enviados a deputados federais em Brasília. (Colaborou Carmem Murara)

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