Salvador, 17 (AE) - O escritório regional do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) na capital baiana foi ocupado hoje pela manhã por 400 trabalhadores ligados ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra, como parte dos protestos pelos quatro anos da morte de 19 sem-terra pela PM em Eldorado dos Carajás, Pará. Eles saíram na noite de ontem (16) de vários assentamentos no interior do Estado, em sete ônibus, e encontraram o portão da sede do Incra aberto e sem vigilância.
Dentro do prédio, as lideranças do MST dispensaram os funcionários e se acomodaram nos corredores e salas. O único servidor do Incra que permaneceu no local foi o diretor Luís Gugé, com quem os trabalhadores passaram o dia conversando e entregaram as reivindicações, cobrando maior rapidez nos processos de vistoria e desapropriação de terras para reforma agrária.
Os sem-terra e assentados devem permanecer no Incra, pois não conseguiram viajar até Porto Seguro (BA) para participar dos protestos do MST. Hoje à tarde eles diziam que pretendem aguardar pelo menos até que os trabalhadores de Porto Seguro se dirijam para a capital baiana para reforçar a ocupação do Incra de Salvador. Quando esse grupo chegar definirão o que fazer.

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