São Paulo, 28 (AE) - Cerca de 300 empregados da Ford Ipiranga, em São Paulo, estão terminando uma assembléia na porta da fábrica. Em seguida, eles sairão em passeata e percorrerão 7 quilômetros, até o Ministério da Fazenda, na Avenida Prestes Maia, onde vão se juntar a outros trabalhadores para um protesto contra o fechamento desta fábrica.
Dois ônibus com metalúrgicos do setor de autopeças já chegaram à porta da fábrica. Eles vieram em solidariedade ao movimento. Os empregados da Ford de São Bernardo do Campo seguirão de ônibus até o Ministério da Fazenda para engrossar a manifestação, marcada para 10 horas.
Parlamentares do Partido dos Trabalhadores (PT) também estão participando da assembléia. A ex-candidata a governadora, Marta Suplicy, disse que os postos de trabalho estão sendo ameaçados "por um governo incompetente, que nunca mexeu uma palha para evitar a guerra fiscal." Marta também culpou o governador Mário Covas (PSDB). Segundo ela, Covas deveria ter usado a força do Estado de São Paulo para pressionar contra essa guerra fiscal.
O deputado José Genoíno destacou, em discurso, que "os empregos que a Ford criará na Bahia representam o desemprego em São Paulo". "Essa empresa recebe recursos públicos para se reestruturar", completou.
Genoíno disse aos trabalhadores que lutará no Congresso para que a medida provisória do regime automotivo seja reeditada com cláusulas adicionais que atendam às reivindicações das centrais sindicais. A principal é a garantia de emprego nas demais fábricas do País pelas montadoras que vierem a se instalar no Nordeste para aproveitar incentivos fiscais.

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