Curitiba - A greve dos funcionários dos Correios, no Paraná, deve ser mantida, apesar do acordo firmado, ontem, entre a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresa de Correios e Telégrafos (Fentect) com o Ministério das Comunicações e a direção da empresa, em Brasília. No início da noite, cerca de 200 trabalhadores dos Correios, em Curitiba, rejeitaram, por unanimidade, o acordo. O balanço ontem do sindicato da categoria (Sintcom-PR) era de que 45 municípios, inclusive, Londrina, haviam aderido à paralisação.
A Fentect chegou a anunciar, na tarde de ontem, que a greve terminaria hoje. Mas, para fazer valer o acordo 18 dos 33 sindicatos filiados deveriam aprovar o resultado da negociação. Balanço parcial do Sintcom-PR apontava que 12 sindicatos em todo o País já haviam realizado assembléias rejeitando o acordo. Entre eles, entidades de maior representatividade como as de São Paulo, Rio de Janeiro, além dos três sindicatos do Sul.
A proposta apresentada, em Brasília, foi a de prorrogar por três meses o pagamento do abono emergencial de 30% sobre os salários. O acerto estabelece que, ao final dos três meses, o abono passará a ser pago como adicional de risco.
Segundo a diretora da Fentect, Amanda Gomes, que participou da negociação, será instituído grupo com representantes do Ministério das Comunicações, dos Correios e dos empregados para discutir o Plano de Cargos e Salários, participação nos lucros e pagamento dos dias parados. O abono emergencial vinha sendo pago desde dezembro e foi suspenso em março, deflagrando o movimento grevista. O abono substituiu o adicional de periculosidade aprovado em lei votada pelo Congresso e vetado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Conforme o sindicato, a adesão à greve no Paraná ultrapassa 90% dos trabalhadores da área operacional. Hoje, pela manhã, os grevistas farão lavagem simbólica do prédio-sede dos Correios em Curitiba.(Com Agência Estado)

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