Trabalhadores de usina em Porecatu paralisam atividades
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terça-feira, 16 de janeiro de 2001
Maranúbia Barbosa De Londrina 
Cerca de 1.500 trabalhadores da Usina Central do Paraná, produtora de açúcar e álcool, em Porecatu (85 quilômetros ao norte de Londrina) estão em greve desde a última sexta-feira por falta de pagamento. Segundo informações do Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários, ligado à usina, os funcionários ainda não receberam o 13º e nem o salário de dezembro. Os trabalhadores também reivindicam 26% de correção salarial. O vice-presidente do sindicato, João Batista, afirma que estão funcionando apenas atividades essenciais. A adesão, segundo ele, é quase total. No auge da safra, em dezembro, a usina chega a ter cerca de 5 mil trabalhadores.
O comando da greve marcou para hoje, às 6h30, uma manifestação diante dos portões da usina. Segundo Batista, os trabalhadores rurais que estão atuando na capina e plantio de cana-de-açúcar também aceitaram parar. Com mais funcionários se juntando ao movimento, a chance de negociar é maior, disse. O sindicalista afirmou que muitos empregados foram demitidos sem receber integralmente os diretos trabalhistas.
Os trabalhadores se concentram na entrada da usina mas temem fazer comentários sobre a paralisação. Os que concordam em falar pedem para não ser identificados. Segundo os grevistas, a empresa lançou na folha de pagamento de novembro o valor do 13º salário, sem depositar o dinheiro. O fundo de garantia também não é depositado, afirmam. A situação é terrível, disse um empregado, que teme represálias. A Folha não conseguiu falar com a direção da empresa.


