São Paulo, 22 (AE) - Os trabalhadores da Ford do Ipiranga, zona sul de São Paulo, decidiram, em assembléia realizada há pouco, continuar a paralisação iniciada esta manhã. O movimento é um protesto contra o aviso informal da montadora de que pretende fechar a unidade do Ipiranga.
Na assembléia desta tarde, que contou com a participação da maioria dos 1450 funcionários da unidade do Ipiranga, ficou decidido também que os trabalhadores vão permanecer no pátio da montadora até as 17 horas, horário do término do turno da tarde. Uma nova assembléia deve ser realizada amanhã pela manhã.
Daqui a pouco, representantes do sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, da Força Sindical e da Ford, reúnem-se na sede da central sindical, no bairro da liberdade. Eles vão pedir explicações sobre a notícia do fechamento da unidade. O secretário geral do sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, Eleno José Bezerra, disse que a paralisação vai continuar até que a empresa suspenda a decisão de fechar a fábrica. Os trabalhadores querem ainda que a garantia de manutenção das três fábricas do Estado (Ipiranga, ABC paulista e Taubaté) e dos empregos conste do acordo entre a Ford e o governo Federal e da Medida Provisória encaminhada na terça-feira (20) pelo presidente Fernando Henrique Cardoso. Os sindicalistas informaram que estão tentando marcar audiências com FHC e com o governador do Estado de São Paulo, Mário Covas.

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