Trabalhadores cercam fórum e queimam carro
Na última segunda-feira, após reunião na 2 Vara do Trabalho de Paranaguá com a presença do Ministério Público do Trabalho e de representantes dos sindicatos, os trabalhadores do porto cercaram o Fórum do Trabalho de Paranaguá, soltaram fogos de artifício, queimaram um carro do Ogmo, destruíram um da Procuradoria do Trabalho e apedrejaram uma viatura da Polícia Federal (PF). Segundo os juízes do Fórum do Trabalho de Paranaguá, os trabalhadores pretendiam invadir o prédio mesmo com a presença de um delegado da Polícia Federal no local.
O procurador do Ministério Público do Trabalho, Ricardo Bruel, foi ameaçado de morte. A reunião com os sindicatos contou com a presença de três juízes do trabalho, sete policiais militares, um delegado e três agentes da PF.
O estivador Guarani Maristani foi atingido por uma bala de borracha na perna durante o protesto e foi encaminhado ao Hospital de Paranaguá. Segundo o presidente do Sindicato dos Estivadores, Arivaldo Barbosa José, a manifestação foi pacífica e não houve depredação de carros.
Depois da confusão foi aberto um inquérito policial para apurar os responsáveis pelos danos patrimoniais e pelas ameaças aos juízes. O expediente foi suspenso no Fórum para que a Polícia Federal fizesse uma perícia.
Ontem, uma comitiva de juízes se reuniu com o governador em exercício, Tadeu Loyola Costa, para pedir que a Secretaria de Segurança Pública garanta a segurança no Fórum Trabalhista e conceda força policial para o cumprimento da decisão que impõe escalação eletrônica e intervalo de 11 horas entre jornadas. O governador se comprometeu a atender o pedido.(A.B.)





