Trabalhador madruga para tirar carteira de trabalho
PUBLICAÇÃO
sábado, 17 de fevereiro de 2001
Guto Rocha De Londrina 
Apesar da informatização de todo o processo de emissão de carteira de trabalho, quem precisa do documento ainda é obrigado a madrugar para pegar um bom lugar na fila. Depois de atendida, a pessoa espera pelo menos quatro dias para ter a carteira nas mãos. Segundo o responsável pela expedição de carteira de trabalho da subdelegacia do Trabalho e do Emprego em Londrina, Hélio dos Santos, o problema da espera se agrava no começo do ano. No período de férias, o número de jovens que solicita a carteira é muito grande, o que acaba congestionando o andamento da subdelegacia, explica.
Santos afirma que em Londrina são distribuídas diariamente 60 senhas para as pessoas que ficam na fila. A subdelegacia também faz atendimentos especiais, como para idosos, gestantes e deficientes, que não precisam enfrentar a fila. Outro fato que contribui para tornar o processo mais demorado, segundo Santos, é que Londrina centraliza a emissão de carteria de trabalho de outros 54 municípios da região.
O subdelegado substituto em Londrina, Rogério Perez Garcia Júnior, observa que a fila em frente a subdelegacia começa a se formar por volta das 4 horas da manhã. Muita gente acaba enfrentando a fila mais de uma vez por não conseguir a senha, comenta.
Rogério reconhece que o processo é lento por ser burocrático. Segundo ele, inicialmente é emitido um protocolo com os dados do solicitante. Em seguida, estas informações são checadas em todas as regiões do País, pelo sistema, para verificar se a pessoa já não emitiu o documento em outro Estado. Feito isso, o sistema gera o número do PIS que vai determinar o número e a série da carteira. Só então o protocolo é escaneado para ser transformado na folha de identificação da carteira de trabalho. Quando a carteira era preenchida a mão o processo era mais rápido, comenta.


