Toxoplasmose afasta grávidas da USP
Agência Estado
A direção da Universidade de São Paulo, campus São Carlos, decidiu afastar ontem, por tempo indeterminado, funcionárias e estudantes grávidas após a confirmação de dez casos de toxoplasmose no local. Além disso, há 10 casos suspeitos da doença. A intenção é evitar principalmente a contaminação dos fetos, que podem ter malformação, problemas mentais, cardíacos, pulmonares ou cegueira.
A origem da doença, provocada pelo protozoário Toxiplasma gondii, ainda não foi diagnosticada. A principal suspeita, segundo o chefe da Vigilância Sanitária de São Carlos, Vitor Fernandes Júnior, é de que a contaminação tenha sido por verduras. Outra hipótese de contaminação são os gatos, que circulam pelo campus e estão sendo apreendidos para exames.
A decisão de afastar as gestantes, sem prejuízo dos vencimentos, no caso das funcionárias, e das aulas, que serão repostas, foi tomada na quarta-feira e informada em circular distribuída ontem. A direção do campus calcula em dez o número de mulheres nessa situação. Para afastar-se e garantir aulas e salários elas devem passar no ambulatório da USP, onde receberão um atestado.
Outras providências decididas em reunião entre representantes do Hospital Universitário de São Paulo, das vigilâncias Epidemiológica e Sanitária de São Carlos, do corpo clínico e da administração do campus foram a proibição do uso de verduras cruas nos três restaurantes e nas oito lanchonetes do campus, limpeza e desinfecção das caixas dágua, de aparelhos de ar-condicionado e novas análises da água e dos alimentos produzidos no local.





